Superaglomerado de galáxias que abriga a Via Láctea

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Astrônomos utilizando o Telescópio Green Bank – entre outros telescópios – determinaram que a nossa própria galáxia, a Via Láctea, faz parte de um superaglomerado de galáxias, esse superaglomerado é extremamente grande e recém-identificado, e foi apelidado de “Laniakea“, que significa “imenso céu ” em havaiano. Esta descoberta esclarece os limites de nossa vizinhança galáctica e estabelece ligações não reconhecidas anteriormente entre os vários grupos de galáxias no Universo local. “Nós finalmente estabelecemos os contornos que definem os superaglomerados de galáxias que podemos chamar de lar”, disse o pesquisador R. Brent Tully, astrônomo da Universidade do Havaí em Manoa. “Isso não é diferente de descobrir pela primeira vez que sua cidade natal é na verdade parte de um país muito maior e que faz fronteira com outros países.” O documento explica que este trabalho é a reportagem de capa da edição de 04 de setembro da revista Nature.

Os superaglomerados de galáxias

Superaglomerados estão entre as maiores estruturas do Universo conhecido. Eles são constituídos por grupos, como o nosso Grupo Local, que contém dezenas de galáxias e aglomerados massivos e que contêm centenas de galáxias, todas interligadas em uma rede de filamentos. Embora estas estruturas estejam interligadas, elas têm limites pouco definidos.

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Uma fatia do superaglomerado Laniakea no plano equatorial – um plano imaginário que contém muitos dos aglomerados mais massivos nesta estrutura. As cores representam a densidade dentro desta fatia, com vermelho para altas densidades e azul para espaços vazios – áreas com relativamente pouca matéria. Galáxias individuais são mostrados como pontos brancos. Correntes de fluxo de velocidade na região gravitacionalmente dominado por Laniakea são mostradas em branco, enquanto que as linhas de fluxo azul escuro estão longe da bacia local

 

Para melhor refinar a “cartografia cósmica”, os pesquisadores estão propondo uma nova maneira de avaliar essas estruturas de galáxias em grande escala através da análise do seu impacto sobre as movimentos das galáxias. Uma galáxia entre as estruturas está em um cabo de guerra gravitacional, em que o equilíbrio das forças gravitacionais das estruturas em larga escala ao redor determina o movimento da galáxia. Ao utilizar o GBT dentre outros radiotelescópios para mapear as velocidades das galáxias em todo o nosso Universo local, a equipe foi capaz de definir a região do espaço que cada superaglomerado domina. “As observações do Telescópio Green Bank têm desempenhado um papel importante na pesquisa que levou a essa nova compreensão dos limites e relações entre um número de superaglomerados”, disse Tully.

O superaglomerado que abriga a Via Láctea

A Via Láctea reside na periferia de um desses superaglomerados, cuja a extensão foi pela primeira vez cuidadosamente mapeada usando essas novas técnicas. Este superaglomerado que foi chamado de Laniakea possui 500 milhões de anos-luz de diâmetro e contém a massa de cem milhões de bilhões de sóis espalhados por 100 mil galáxias. Este estudo também esclarece o papel do Grande Atrator, um ponto focal gravitacional no espaço intergaláctico que influencia o movimento do nosso grupo local de galáxias e outros aglomerados de galáxias. Dentro dos limites do superaglomerado Laniakea, movimentos de galáxias são direcionados para dentro, da mesma forma que os fluxos de água seguem descendo caminhos em direção a um vale. A região do Grande Atrator é um grande vale gravitacional fundo e plano com uma esfera de atração que se estende por todo o Laniakea.

 




 

FONTE: Cienciaetecnologias

 

 

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