WikiLeaks publica novos documentos confidenciais e mostra ferramentas de espionagem da CIA

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O site Wikileaks, que divulga conteúdo de documentos confidenciais mundo afora, publicou detalhes do que assegura serem as ferramentas de interceptação de grande alcance usadas pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês), os dados foram publicados ontem (07).

A publicação marca o início de uma série de leaks a que o portal chamou Vault 7 e que vai incidir sobre as operações secretas conduzidas internamente pela CIA, incluindo programas de espionagem e práticas preconizadas pelos hackers ao serviço da agência.

Em comunicado a imprensa, o WikiLeaks explica que este primeiro lote de informações é constituído por “8.761 documentos e ficheiros provenientes de uma rede isolada de alta segurança situada no Centro para a Ciberinteligência da CIA que fica em Langley, Virginia”.

O portal diz que as informações divulgadas mostram como a CIA tentou interferir nas eleições presidenciais francesas de 2012 através dos partidos envolvidos na corrida.

De acordo com o site, os documentos provam também que a agência norte-americana “perdeu o controle sobre a maioria do seu arsenal hacking” em que se incluem coisas como malware, vírus, e sistemas de controlo remoto. “Esta coleção extraordinária, que chega a mais de várias centenas de milhões de linhas de código, dão ao seu detentor o poder total sobre toda a capacidade de hackear da CIA”, escreve o WikiLeaks.

O portal de Julian Assange acredita também que há inúmeros produtos de eletrônica de consumo em risco de serem utilizados para espionagem e cujos microfones podem ser utilizados para ouvir os seus utilizadores.

Os documentos mostram ainda como é que a agência está habilitada a extrair informações de smartphones e outros equipamentos móveis e como é que desenvolveu tecnologias com capacidade letal que conseguem controlar remotamente vários veículos e aparelhos médicos.

A informação foi obtida entre 2013 e 2016, mas, como é costume, o WikiLeaks não desvenda como é que foi parar às suas mãos.

Até agora, as informações ainda não foram oficialmente negadas nem confirmadas.

 

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